quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MÊS DA BÍBLIA - PE. ALEX

             Mês da Bíblia - setembro de 2011

Fonte: SAB - http://www.paulinas.org.br/sab/mes-biblia.aspx#5

Como nasceu o Mês da Bíblia?

O Mês da Bíblia surgiu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica – Paulinas (SAB), até posteriormente ser assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e estender-se ao âmbito nacional.

Objetivos
- Contribuir para o desenvolvimento das diversas formas de presença da Bíblia, na ação evangelizadora da Igreja, no Brasil;

- Criar subsídios bíblicos nas diferentes formas de comunicação;- Facilitar o diálogo criativo e transformador entre a Palavra, a pessoa e as comunidades.

Histórico do Mês da Bíblia

1971: A celebração do Mês da Bíblia, na Arquidiocese de Belo Horizonte por sugestão e coordenação das Irmãs Paulinas, do Pe. Antonio Gonçalves e de outras pessoas.

1976: Foram visitadas 30 dioceses de Minas Gerais e Espírito Santo propondo o Mês da Bíblia como opção de evangelização, em continuidade à Campanha da Fraternidade.

1978: O Mês da Bíblia se estendeu, oficialmente, ao Regional Leste 2 da CNBB, Minas Gerais e Espírito Santo, e a muitas outras dioceses do Brasil.

1985: Animado pelo Serviço de Animação Bíblica – SAB, o Mês da Bíblia se estendeu a todo o Brasil e a outros países da América Latina.

1997: Com o projeto “Rumo ao Novo Milênio” (RNM), foi proposto o estudo dos quatro Evangelhos, no decorrer do ano.

2001 - 2003: Prosseguiu com o Projeto “Ser Igreja no Novo Milênio”.

2004 - 2007: Continuou com o Projeto “Queremos ver Jesus”.

2008 - 2010: Prosseguiu com Projeto Brasil na Missão Continental “A alegria de ser discípulo/a missionário/a”.

2011: Continua com o Projeto “Brasil na Missão Continental” e de Iniciação à Vida Cristã.

Temas do Mês da Bíblia de 1971 a 2011

01) 1971 Bíblia, Jesus Cristo está aqui

02) 1972 Deus acredita em você

03) 1973 Deus continua acreditando em você

04) 1974 Bíblia, muito mais nova do que você pensa

05) 1975 Bíblia, palavra nossa de cada dia

06) 1976 Bíblia, Deus caminhando com a gente

07) 1977 Com a Bíblia em nosso lar, nossa vida vai mudar

08) 1978 Como encontrar justiça e paz? O livro de Amós

09) 1979 Bíblia, o livro da criação - Gn 1-11

10) 1980 Buscamos uma nova terra - História de José do Egito

11) 1981 Que todos tenham vida! - Carta aberta de Tiago

12) 1982 Que sabedoria é esta? - As Parábolas

13) 1983 Esperança de um povo que luta - O apocalipse de São João

14) 1984 O caminho pela Palavra - Os atos dos Apóstolos

15) 1985 Rute, uma história da Bíblia - Livro de Rute

16) 1986 Bíblia, livro da Aliança - Êxodo 19-24

17) 1987 Homem de Deus, homem do povo - profeta Elias

18) 1988 Salmos, a oração do povo que luta - O livro dos Salmos

19) 1989 Jesus: palavra e pão - Evangelho de João, cap 6

20) 1990 Mulheres celebrando a libertação

21) 1991 Paulo, trabalhador e evangelizador - Vida e viagens de Paulo

22) 1992 Jeremias, profeta desde jovem - Livro de Jeremias

23) 1993 A força do povo peregrino sem lar, sem terra - 1ª Carta de Pedro

24) 1994 Cântico: uma poesia de amor – Cântico dos Cânticos

25) 1995 Com Jesus na contramão - o Evangelho de Marcos

26) 1996 Jó, o povo sofredor - Livro de Jó

27) 1997 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Marcos

28) 1998 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Lucas

29) 1999 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Mateus

30) 2000 Curso Bíblico Evangelho segundo João: luz para as Comunidades

31) 2001 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos de 1 a 15

32) 2002 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos 16 a 28

33) 2003 Curso Bíblico Popular - Cartas de Pedro

34) 2004 Curso Bíblico Popular - Oséias e Mateus

35) 2005 Curso Bíblico Popular - Uma releitura do II e III Isaías

36) 2006 Come teu pão com alegria – Eclesiastes

37) 2007 Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom – Gênesis

38) 2008 A Caridade sustenta a Comunidade - Primeira Carta aos Coríntios

39) 2009 A alegria de servir no amor e na gratuidade - Carta aos Filipenses

40) 2010 Levanta-te e vai à grande cidade - Introdução ao estudo do profeta Jonas

41) 2011 Travessia: passo a passo, o caminho se faz (Ex 15,22-18,27) com o lema “Aproximai-vos do Senhor” (Ex 16,9)

Louvamos e agradecemos a Deus por estes 40 anos de compreensão, vivência e anúncio da Palavra de Deus. Deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo para podermos cada vez mais amá-La (cf. Verbum Domini, 5).

Mês da Bíblia 2011

A proposta do mês da Bíblia, para este ano, é o estudo e aprofundamento dos seguintes capítulos do livro do Êxodo: 15,22–18,27. O tema é: Travessia: passo-a-passo o caminho se faz. E o lema: Aproximai-vos da presença do Senhor – Ex 16,9). Tal proposta tem o objetivo de fazer uma ligação entre estes capítulos e o estudo da iniciação cristã, por isso, iremos relacioná-los com passagens que abordam o mesmo tema no Novo Testamento.
O grupo Shemá, do Serviço de Animação Bíblica, SAB, apresenta um subsídio de estudo e aprofundamento destes capítulos, que servirão aos círculos bíblicos, às pastorais e a todos os que se interessarem pelo estudo do tema.

O livro do Êxodo celebra a fé e manifesta a intervenção de Deus, nos acontecimentos humanos. Esta fé nasceu de um acontecimento histórico, em que Deus e o povo se uniram para a conquista da liberdade. Só se entende a fé de Israel a partir deste acontecimento. Deus escuta o clamor do seu povo, escravo e oprimido no Egito, e une-se a ele num ato de libertação, a fim de que o povo possa sair da terra da opressão e conquiste uma terra onde possa viver em liberdade e encontrar a vida.

A travessia do Mar dos Juncos foi a passagem da escravidão, para a liberdade (Ex 14-15). O hino de Ex 15 celebra a presença do Deus libertador, conduzindo e protegendo seu povo.
Após a travessia do mar, durante o longo caminho pelo deserto rumo à terra prometida, os hebreus se depararam com as dificuldades que surgem, durante a passagem da escravidão para a liberdade. Há dificuldades externas e internas, como a escassez de alimentos e a falta de água potável, além de conflitos e perigos por parte dos inimigos.

O povo enfrenta a dificuldade de ser livre e olha para trás, desejando voltar para sua condição de escravo, por medo de enfrentar os novos desafios que a liberdade traz. A escravidão não implica perigos, desde que haja subserviência e obediência cega. A liberdade, por sua vez, implica responsabilidades e riscos. É necessário construir o seu próprio projeto e, para isso, é preciso acreditar em si.

Diante do novo, surge a saudade do antigo, não por ser melhor a condição de antes, mas por ser conhecida. Durante o longo trajeto pelo deserto, o povo é chamado a construir uma sociedade em que não há acúmulo, opressão ou desigualdade, pois cada um recebe exatamente o que necessita para viver (maná), aprende a confiar na fidelidade de Deus e é chamado a obedecer a seus mandamentos.

O Subsídio está dividido em quatro temas, preparados para o estudo e aprofundamento destes capítulos, além de uma celebração final para a conclusão dos encontros.

No primeiro tema, o texto abordará Ex 15, 22-27, relato em que o povo é conduzido por Moisés pelo deserto e passa provações, como a falta de água. A água encontrada era amarga e, portanto, imprópria para o consumo. O povo queixa-se (15,24) ao não encontrar, no deserto, condições de sobrevivência. Moisés intercede a Deus e este o atende, tornando as águas doces. O povo é convocado a escutar a voz de Deus e seguir seus mandamentos (15,26).
Ao relacionar com o estudo sobre a iniciação cristã, podemos coligá-lo com Lc 10, 25-28.

No segundo tema, Ex 16, 1-35, devido a falta de alimento o povo murmura contra Moisés e Aarão (16, 2-3) e mostra-se arrependido por ter deixado a “fartura” do Egito. Então, o Senhor intervém e envia o maná que deverá ser recolhido a cada dia e servirá de alimento para o povo, durante a longa marcha pelo deserto. O maná no deserto prefigura o verdadeiro Pão do Céu, Jesus, conforme afirma João em seu evangelho (Jo 6). O povo aprende a partilhar e a observar o sábado.

No terceiro tema, Ex 17, 1-7, o povo põe em dúvida a assistência divina, devido novamente a escassez de água e mais uma vez murmura, ante os problemas que surgem durante a sua trajetória pelo deserto. O contexto é tenso, há brigas e discussões. Moisés intercede pelo povo e invoca misericórdia. Deus mostra-se fiel e novamente concede ao povo, aquilo que lhe foi pedido. Da rocha brota água que sacia a sede.

Em 1Cor 10, 1-13, Paulo afirma que Jesus é a rocha da qual brotou água. Esses episódios nos remetem ao sacramento do Batismo e da Eucaristia.

No quarto tema, Ex 18, 13- 27, reflete-se sobre a autoridade: comunhão e participação. Diante da missão dada por Deus a Moisés, ele seguiu o conselho do seu sogro e saiu em busca de colaboradores. Este texto dá uma grande lição de comunhão e participação com aqueles que, unidos por uma mesma causa, põe suas forças a serviço e dá a sua contribuição. É preciso saber compartilhar, delegar e confiar. Essas são as bases de um governo sábio. Este texto faz um paralelo com Mc 10, 41-45 no qual Jesus denuncia o poder que tiraniza e oprime.

Na celebração final, aprofundaremos Ex 18, 1-12. Aqui são partilhadas as maravilhas da ação de Deus na vida do povo; as dificuldades encontradas no percurso de libertação e o modo como o Senhor manifestou seu amor e misericórdia. É o momento de louvar e bendizer a Deus por tudo o que ele fez por Israel (18,10) e continua realizando em nosso meio.

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